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O paradoxo da medicina brasileira: Por que a excelência clínica não garante mais a sustentabilidade de consultórios e clínicas?

Subtítulo: Especialistas apontam que a falta de maturidade na gestão e no posicionamento de mercado é a principal causa do fechamento de unidades de saúde e do esgotamento de profissionais.

O cenário da saúde no Brasil atravessa um momento de profunda transformação estrutural. Se há uma década o prestígio do diploma e a indicação “boca a boca” eram suficientes para manter a agenda de um consultório lotada e as finanças saudáveis, o panorama atual exige competências que vão muito além do estetoscópio. Dados do setor indicam um paradoxo crescente: enquanto a tecnologia médica avança a passos largos, a saúde financeira e a eficiência operacional das clínicas parecem caminhar no sentido oposto.

Especialistas em gestão de carreira médica afirmam que o Brasil vive um “apagão de gestão” no setor privado. O médico, formado para a excelência do cuidado humano, muitas vezes se vê diante de um tabuleiro empresarial complexo, envolvendo altos custos fixos, pressão de convênios e uma concorrência digital agressiva.

Raphael Magalhães

A Transição do “Consultório” para a “Empresa Médica

Para Raphael Magalhães, estrategista à frente da Mastermed, o problema reside na transição mal compreendida entre o ato médico e o negócio da saúde. “Muitos profissionais ainda tratam a clínica como uma extensão do seu consultório de atendimento, e não como uma unidade de negócio que precisa de processos, indicadores de desempenho (KPIs) e uma estratégia clara de diferenciação”, analisa.

Segundo o especialista, a estagnação financeira de muitos médicos renomados não é por falta de pacientes, mas por uma estrutura de custos mal dimensionada e pela dependência de modelos de remuneração que não acompanham a inflação médica. “A lucratividade na medicina hoje não é uma questão de trabalhar mais horas, mas de inteligência operacional.

É sobre entender onde o valor é gerado e onde ele está sendo desperdiçado”, pontua Raphael.

O Desafio do Posicionamento e a Captura de Valor

Outro ponto crítico analisado pelo fundador da Mastermed (agenciamedmaster.com.br) é o posicionamento de mercado. Em um ecossistema saturado de informações, a autoridade do médico tornou-se um ativo volátil. A dificuldade em comunicar o valor do seu trabalho e a especialidade de forma ética, mas estratégica, tem empurrado excelentes profissionais para a comoditização.

“Quando o médico não consegue se posicionar como uma autoridade única no seu nicho, ele acaba refém do preço ou do volume exaustivo de atendimentos por convênios. O posicionamento estratégico serve para que o paciente entenda o valor da entrega antes mesmo de entrar no consultório”, explica Raphael. A análise do especialista sugere que a captação de pacientes deve ser vista como um processo de educação e confiança, e não meramente como um esforço de marketing isolado.

Sustentabilidade e Liberdade Profissional

O debate sobre a profissionalização da gestão médica ganha força à medida que os índices de burnout na categoria aumentam. A falta de processos claros e de uma equipe bem treinada sobrecarrega o profissional, que assume funções administrativas, financeiras e de marketing simultaneamente à prática clínica.

A tese defendida por consultorias de alta performance, como a Mastermed, é que a estruturação do negócio é o único caminho para a liberdade do médico. Sem uma empresa que funcione de forma sistêmica, o profissional permanece “vendendo horas”, um modelo que possui um teto físico e mental intransponível.

Um Novo Horizonte para a Saúde

O futuro da medicina privada brasileira pertence aos profissionais que compreenderem que a gestão e o posicionamento não são “males necessários”, mas ferramentas de viabilização da própria medicina de qualidade. Sem lucro e sem uma marca forte, a capacidade de investimento em novas tecnologias e na melhoria do atendimento ao paciente fica seriamente comprometida.

O trabalho desenvolvido por Raphael através da Mastermed e do canal @maisclientes.br reflete essa tendência global: a de que o médico do século XXI precisa, acima de tudo, ser o CEO da sua própria carreira e do seu legado.

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