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Moradores Denunciam controle político, Assédio e Manipulação Eleitoral no Loteamento Altavistta, em Barra de São Miguel (AL)

Moradores do Loteamento Altavistta, localizado em Barra de São Miguel, Alagoas, denunciam a existência de um esquema de intimidação, falta de transparência e manipulação administrativa supostamente conduzido pela atual gestão da Associação de Moradores, que está prestes a concluir seu terceiro mandato e articula sua permanência no poder. Segundo relatos obtidos pela reportagem, o grupo que comanda a associação seria apoiado por três empresas ligadas ao empreendimento a Macou e a HC Incorporadoras, e a C Engenharia, que, além de deterem influência direta nas decisões internas, não pagariam integralmente a taxa condominial referente aos lotes remanescentes, preservando vantagens econômicas e operacionais às custas da comunidade.

Os moradores afirmam que o processo eleitoral deste ano está sendo conduzido de forma irregular, sem a instalação de uma comissão independente e com o próprio candidato apoiado pelas empresas assumindo o controle da organização do pleito, o que comprometeria a lisura e legitimidade da disputa. Eles relatam que qualquer tentativa de questionamento ou pedido de informação é desestimulada por meio de pressões, constrangimentos e ameaças veladas — um ambiente que, segundo eles, transformou a comunidade em “refém” de um pequeno grupo que se perpetua na gestão desde os primeiros anos do loteamento.

Uma das principais queixas diz respeito ao que os moradores descrevem como “decisões prontas”, levadas às assembleias apenas para serem votadas, sem discussão, consulta prévia ou apresentação de dados que sustentem tais propostas. Para eles, trata-se de um simulacro de participação democrática que mascara a concentração de poder e a condução unilateral do condomínio.

Além disso, ex-funcionários relataram à reportagem terem sofrido assédio moral por parte do atual presidente da associação. Segundo esses relatos, o clima de trabalho seria marcado por cobranças excessivas, humilhações e instabilidade constante. Não por acaso, o condomínio acumula um histórico de alta rotatividade de funcionários, que reforça a percepção de um ambiente interno insustentável e pouco profissional.

Os moradores também apontam a ausência de mecanismos básicos de transparência, como a divulgação detalhada de contratos, prestação de contas, orçamentos e critérios de gastos. Muitos afirmam que pedidos simples de informação são ignorados ou tratados como afronta pessoal, reforçando o clima de vigilância e intimidação.

A crise ganhou ainda mais força após a inauguração de uma obra interna, realizada a apenas sete dias da eleição, quando moradores afirmam que recursos da associação foram usados para autopromoção do atual gestor. Uma placa de inauguração, descrita como “de fachada”, foi instalada destacando nomes do presidente, de amigos e de políticos locais, em um ato que, segundo os moradores, teve menos caráter institucional e mais aparência de palanque eleitoral. Para muitos, a cerimônia representou o ápice da instrumentalização do condomínio para fins pessoais e políticos, reforçando a percepção de que a gestão transforma decisões administrativas em oportunidades de exibição e controle.

O desgaste institucional, somado às denúncias de conduta autoritária, tem gerado apreensão entre os condôminos, que temem retaliações e afirmam viver sob um ambiente de constante tensão. Para eles, o Altavistta, idealizado como um loteamento de alto padrão, tornou-se palco de conflitos e práticas que destoam da legalidade, da boa gestão e do respeito ao coletivo.

Até o fechamento desta reportagem, os representantes da associação e das empresas mencionadas não haviam se manifestado. A reportagem seguirá acompanhando o caso, ouvindo novas fontes e verificando documentos que continuam a ser encaminhados à redação.

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