Notícias JurídicasBolsonaro pede reavaliação da preventiva por motivo de saúde

Bolsonaro pede reavaliação da preventiva por motivo de saúde



Uma certa paranoia

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu neste domingo (23/11) que a decisão que decretou sua prisão preventiva seja reavaliada, devido ao seu quadro de saúde. Os advogados também pediram que o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal no Supremo Tribunal Federal, considere a prisão domiciliar humanitária.

mulher em ato pró-Bolsonaro com boneco dele em que se lê "Eu não desisto"

Defesa de Bolsonaro pediu ao Supremo a reavaliação da prisão preventiva

Bolsonaro passou por audiência de custódia neste domingo. Nela, disse ter tentado abrir a tampa da tornozeleira com um ferro de soldar. O ex-presidente alegou ter tido uma “certa paranoia” que o levou a pensar que havia uma escuta escondida no equipamento, por isso tentou abri-lo.

Ele relatou que tem tomado os medicamentos pregabalina e sertralina, que, segundo a defesa, podem ter causado um quadro de confusão mental. Os advogados disseram que o ex-presidente tomava os medicamentos clorpromazina e gabapentina para tratar os soluços persistentes muito intensos que o acometem desde o ataque que sofreu em 2018.

“Com o intuito de tentar otimizar o tratamento, mas sem a ciência da equipe médica que segue o peticionário desde sua última internação em abril, uma segunda médica prescreveu o medicamento pregabalina”, diz a petição.

Segundo os causídicos, a pregabalina, em interação com a clorpromazina e a gabapentina, pode causar alucinações, confusão mental e transtornos cognitivos. A defesa sustentou que, nesse contexto, não houve intenção de retirar o equipamento, mas de abri-lo. “O vídeo e a avaliação da policial mostram que não houve tentativa de rompimento da pulseira e, portanto, de retirada da tornozeleira.” A tese da defesa é que não houve intenção de fuga.

Audiência de custódia

Durante a audiência, Bolsonaro relatou à juíza auxiliar Luciana Yuki Fugishita Sorrentino que não conseguia dormir e que, então, tentou mexer na tornozeleira com um ferro de soldar. Ele disse que começou “tarde da noite” e que parou por volta da meia-noite, quando “caiu na razão” e comunicou o fato aos agentes de custódia. O ex-presidente contou que estava acompanhado da filha, do irmão mais velho e de um assessor em sua casa, mas disse que nenhum deles viu a ação.

Bolsonaro falou que não se lembra de ter tido um surto dessa natureza em outra ocasião e que passou a tomar um dos remédios quatro dias antes de tentar romper a tornozeleira. Ao ser questionado se teve a intenção de tirar o equipamento para fugir, Bolsonaro respondeu que não tinha qualquer intenção de fuga e que não houve rompimento.

Ele também disse que já tinha o equipamento de solda em casa. Bolsonaro não apontou qualquer abuso ou irregularidade por parte das autoridades policiais responsáveis pelo cumprimento do mandado de prisão e passou por exame de corpo de delito.





Fonte: Conjur

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