
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, associou o senador e pré-candidato a presidente da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a problemas na gestão de hospitais federais no Rio de Janeiro.
Durante o Fórum JOTA: Saúde Brasileira, realizado nesta segunda-feira (13/4), em Brasília, Padilha afirmou ter dito ao presidente Lula (PT) que iria ajudá-lo a “não deixar alguém que foi responsável por um verdadeiro apagão nos hospitais federais do Rio de Janeiro, querer governar o país e querer governar o Ministério da Saúde”. O filho de Jair Bolsonaro (PL) deve ser o principal oponente do atual presidente nessas eleições.
A fala de Padilha se associa a declarações recentes de Lula, que atribuiu à família do ex-presidente Bolsonaro a precariedade da rede federal de saúde no estado na gestão anterior. Durante agenda em Niterói, no final de março, na abertura da Caravana Federativa, o presidente afirmou que os hospitais federais do Rio estavam “na mão da família Bolsonaro” e disse que o cenário era de deterioração estrutural e de serviços e “mercantilização” da gestão hospitalar.
Saúde será tema central
No Fórum JOTA, Padilha disse que a saúde deve ocupar papel central na disputa eleitoral deste ano. Para o ministro, haverá um embate entre as propostas do atual governo frente ao que considera como histórico de “posicionamentos negacionistas” de Flávio Bolsonaro.
“Os temas de compromisso absoluto nosso são temas que vão contra a cartilha de extrema-direita defendida por Flávio Bolsonaro”, afirmou. O ministro disse que o senador estaria alinhado a posições contrárias à vacinação e à cooperação internacional em saúde.
O ministro também disse que questionamentos sobre a condução da política de saúde durante a pandemia, sob o governo do pai do presidenciável, e declarações públicas da gestão anterior devem ser retomados no debate eleitoral.
Haddad é “candidato para ganhar”
No plano das eleições estaduais, Alexandre Padilha também projetou o cenário em São Paulo como peça-chave para 2026 e reforçou a aposta de Lula em Fernando Haddad para o estado. Segundo ele, o ex-ministro da Fazenda é “candidato para ganhar a eleição” no estado e já trabalha na construção de um plano de governo e de uma equipe de campanha.
O ministro disse que o desempenho eleitoral em São Paulo foi decisivo para o resultado da eleição presidencial de 2022, cenário que pode se repetir.
“O que fez a diferença na eleição de 2022 comparado a 2018 foi a expansão da votação que nós tivemos em São Paulo e acho que vamos repetir isso de novo e o ministro Fernando Haddad vai surpreender muita gente”, afirmou.
Padilha destacou que nomes que tiveram papel relevante em 2022 e que chegam mais fortalecidos para o próximo ciclo eleitoral. Entre eles, citou a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet, que teve em São Paulo seu melhor desempenho eleitoral, e a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, além do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ex-ministro Márcio França. De acordo com Padilha, a atuação desses nomes no governo federal ampliou a capacidade de articulação política e de diálogo com atores locais.
Diante de especulações sobre uma possível campanha para a Prefeitura de São Paulo, o ministro disse não ter definições para 2028. No momento, sua prioridade é a gestão à frente da Saúde. Padilha afirmou que pretende se concentrar na ampliação da cobertura vacinal, no fortalecimento do complexo industrial da saúde e na consolidação de políticas voltadas à saúde da mulher no SUS.
O Fórum JOTA conta com o patrocínio de Amgen, AstraZeneca, Bayer e FenaSaúde.
Assista ao Fórum JOTA: Saúde Brasileira na íntegra
Fonte: Jota
