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“SMS morreu?” Especialista revela como empresas já faturaram milhões com o canal considerado ‘ultrapassado’

Em um mercado dominado por redes sociais, inteligência artificial e aplicativos de mensagens, um canal antigo volta ao centro das estratégias mais lucrativas do digital: o SMS. Para muitos, ele já não faz mais sentido. Para outros, é justamente onde está a maior oportunidade.

A provocação “SMS morreu?” tem sido cada vez mais comum entre empresários e profissionais de marketing. Mas, segundo Helker de Sousa Torres, CEO e fundadora da Publisend, a resposta está longe de ser simples, e os números ajudam a explicar. “Se o SMS tivesse morrido, nossos clientes não teriam faturado mais de R$ 238 milhões usando esse canal”, afirma.

À frente de uma empresa de tecnologia focada em comunicação direta, Helker acompanha de perto o comportamento do consumidor e garante: o problema não é o canal, é a forma como ele é utilizado.

Saturação digital abre espaço para o “esquecido”

Enquanto empresas disputam atenção em plataformas saturadas, como redes sociais e aplicativos de mensagens, o SMS segue com uma vantagem estratégica: ele não depende de algoritmo e não concorre diretamente com múltiplos estímulos simultâneos. “O que morreu foi o marketing sem estratégia. Não é sobre o canal, é sobre como você usa ele”, explica a executiva.

Segundo ela, o consumidor moderno está cada vez mais imune ao excesso de informação. Notificações constantes, grupos ativos e conteúdos promocionais diluem a atenção  e tornam mais difícil para marcas serem lembradas.

Nesse cenário, o SMS ressurge como um canal de impacto direto.“Ele chega na tela. Ele é lido. Ele cumpre o papel mais importante da comunicação hoje: fazer o cliente lembrar que você existe”, diz Helker.

De canal ultrapassado a máquina de faturamento

A Publisend, empresa fundada por Helker, desenvolveu uma tecnologia que permite o envio em massa de SMS e torpedos de voz de forma automatizada e escalável. A proposta é simples: transformar comunicação em resultado financeiro.

De acordo com a empresária, campanhas bem estruturadas têm gerado retornos expressivos para empresas de diferentes segmentos. “Já vimos operações faturarem múltiplos milhões usando estratégias simples de comunicação direta”, afirma.

Ela destaca que o resultado não está apenas na ferramenta, mas na combinação entre mensagem, timing e base de contatos qualificada. “Não é disparar por disparar. É entender o momento certo, a oferta certa e falar com a pessoa certa”, completa.

Comunicação que vende, não que apenas aparece

Para Helker, um dos maiores erros das empresas hoje é confundir presença digital com resultado. Estar ativo nas redes não significa, necessariamente, vender. “Muita gente está preocupada em aparecer. Pouca gente está preocupada em ser lembrada na hora da decisão de compra”, analisa.

É justamente nesse ponto que o SMS se diferencia: ele não depende de engajamento prévio, curtidas ou alcance orgânico. Ele entrega a mensagem diretamente ao consumidor.

Tendência ou retorno às origens?

Apesar do avanço tecnológico, a especialista acredita que o mercado está vivendo um movimento de retorno à essência da comunicação: clareza, objetividade e presença. “O futuro da comunicação é direto. Sem ruído. Sem distração. E o SMS entrega exatamente isso”, afirma.

Para empresas que ainda ignoram o canal, o alerta é claro: enquanto algumas descartam o SMS como ultrapassado, outras estão utilizando a ferramenta para escalar faturamento e ganhar mercado. “No final, não vence quem usa o canal mais moderno. Vence quem usa melhor a atenção do cliente”, conclui Helker.

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